[Crítica] Ex-Machina

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Até a onde vai a inteligência?

Do diretor independente Alex Garlan, até então seu único filme dirigido. Alex é mais conhecido como roteirista por ter escrito A Praia, Extermínio e alguns outros bons filmes.

Ex-Machina é um filme que conta a estória de um jovem rapaz que é dono de uma grande empresa de tecnologia que chama um dos seus melhores programadores para conhecer suas instalações onde é realizado testes sobre seu novo invento, um robô com inteligência artificial e esse programador é colocado na tarefa de se relacionar com o robô para analisar o nível de inteligência e também a possibilidade desse robô se relacionar.

Domhnall Gleeson(O Regresso, Star Wars – Force Awakens) interpreta Caleb, o programador que ganha a promoção para ir até a ilha paradisíaca para passar uma semana no laboratório pessoal do seu chefe Nathan.  O ator está cada vez se destacando mais e mais e na minha opinião, não demora até esse rapaz conquistar seu primeiro Oscar. Sempre muito convincente, o ator consegue transparecer facilmente seu fascínio pela encantadora robô. Cada vez mais gosto desse cara e pretendo assistir todos os filmes em que ele participar.

Falando em bom ator, Oscar Isaac que também atua com Gleeson em Star Wars – Force Awakens, está muito bem nesse filme. Isaac interpreta o chefe Nathan que possui um comportamento bastante duvidoso durante todo o filme. Ele teve que ficar forte para interpretar Nathan, o chefe maluco, machista e alcoólatra. Havia conhecido Isaac em Star Wars, mas hoje quero assistir todos os filmes com ele. Um grande ator!

Alicia Vikander (A Garota Dinamarquesa) mais uma vez, maravilhosa. Uma grande atriz revelada a poucos anos, está cada vez mais se destacando em hollywood e deixando cada vez mais aquelas atrizes malas como por exemplo Jenifer Lawrence, que na minha opinião, não traz nada de interessante. Alicia consegue interpretar um robô que tem sentimentos e consegue te enganar muito bem. Um robô inteligente, sentimental e muito sexy. Mesmo sem ter um corpo de mulher, Alicia consegue fazer você acha-la sexy e quase se apaixonar. Isso se chama talento.

O filme tem os melhores efeitos visuais que eu já vi. Não é por nada que é o ganhador do OSCARS 2016 de melhores efeitos visuais. Não se pode distinguir quando é computação gráfica e quando é uma imagem real. O corpo do robô é super realista e deixa qualquer um boquiaberto. O robô é moderno e fascinante, diferente do robô Sony de Eu,Robô. A máquina de Alicia Vikander, AVA, está o mais próximo de um robô inteligente que qualquer pessoa poderia imaginar.

A trilha sonora é simples, mas é envolvente e muito psicológica, aumentando o clima de tensão nas sequências mais críticas.

Fotografia maravilhosa e caprichada. Na verdade, tudo nesse filme é caprichado até os últimos detalhes. Tons acinzentados e azulados dão a impressão de filme futurista, mas não te deixam pensando que não existe, é sutil.

O orçamento do filme foi de 15 milhões de dólares e não consigo entender como foi possível com tão pouco dinheiro. Só de elenco eles devem ter gasto pelo menos um milhão. Os efeitos visuais poderiam ter custado muito mais que isso. Ainda não consegui entender essa conta.

O único ponto que pode incomodar algumas pessoas é a nudez. Sim, temos muitas cenas de nudez explícita nesse filme, mas isso é uma característica que é complementar nesse filme e o deixa ainda mais sério.

Um dos melhores filmes de 2015 e o melhor filme sobre robôs já feito até então. Lindo, inteligentíssimo, interessante e vai te deixar perturbado.

Nota 9.0

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