[Crítica]A Garota Dinamarquesa

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Um filme bastante perturbador, sobre uma mulher que nasceu no corpo de um homem.

A Garota Dinamarquesa ( The Danish Girl ) é um filme dirigido por Tom Hooper, mesmo diretor de Os miseráveis e O Discurso do Rei, que conta uma estória baseada em fatos reais sobre um homem que quer se transformar em uma mulher e assim, acaba se tornando a primeira pessoa a realizar a cirurgia de troca de sexo. O primeiro Transgênero do mundo.

Sem spoilers:

O filme fala sobre Einar Wegener, um artista plástico renomado, que é casado com Gerda Wegener, também uma artista não tão popular, que a partir de um momento em sua vida, acaba se dando conta que ele nascera no corpo errado. Não vou contar spoilers, mas no trailer já é possível entender o que foi que aconteceu. Após ele se vestir de mulher em uma brincadeira proposta por sua esposa, Einar se sentiu completo e dali em diante, passou a lutar consigo mesmo sobre ser Einer ou Lili Wegener, a mulher que fora inventada. Por vezes, podemos pensar que Einar enfrenta alguma doença do tipo esquizofrenia, pois parece ter duas personalidades em um corpo só. Uma de um home artista e outra de uma mulher sem dons para a arte. Quando Einar é Lili, seus dotes artísticos são eliminados e vice versa.

A incrível atuação de Eddie Redmaine! Sim incrível como esse cara consegue parecer tão feminino! Sua atuação chega junto com a de Leonardo Dicaprio em O Regresso, e acredito que o julgamento de melhor ator foi muito difícil. Acho até que se Redmaine não tivesse ganhado o Oscar em 2015 com A Teoria de Tudo, ele tinha ganhado esse! Dicaprio se deu bem nessa vez. Em todos os aspectos Redmaine é fiel. Olhares, piscadas, movimentos com suas mão, ao caminhar, sorriso e choro. Tudo extremamente feminino e acaba sendo até difícil ve-lo quando interpreta o homem. Até nas cenas de nudez praticamente completa deixam ainda mais claro o quanto Redmanine é audacioso. Nota 10 pela sua atuação.

Alicia Vikander que faz papel de Gerda, sua esposa, está também incrível e não é por nada que a garota levou o Oscar 2016 de melhor atriz coadjuvante. É possível entende-la pelos seus olhares. Conseguimos nos ver em sua posição por suas atitudes e olhares. Realmente um grande papel.

A fotografia é muito legal também, sempre puxando para tons avermelhados dando um aspecto de filme romântico e amoroso.

O roteiro é bem desenvolvido e foi adaptado do conto real escrito por Lilli em seu diário.

O filme é bastante interessante mas bastante estranho, pois é possível ficar chocado com o que se passa na cabeça de Lilli e assim, ficamos sem conseguir reagir junto com o protagonista. É como se nós espectadores tentássemos ajudar o protagonista, mas sem nenhum efeito. Angustiante mas bonito.

Nota 8,9

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