[Crítica] Spotlight – Segredos Revelados

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Um filme sobre um tema bastante audacioso.

Spotlight é o nome de uma equipe de investigação jornalística do jornal Boston Globe da cidade de Bostos nos EUA e é responsável pela publicação de uma matéria onde aponta vários casos de padres que abusaram e estupraram crianças em todo o território americano. Essa matéria foi publicada em 2002. Não vou entrar em detalhes sobre o roteiro do filme, pois é necessário assistir, pois existem muitos fatos que são explicados, mas podemos comentar sobre os aspectos técnicos do filme, que acabou ganhando o Oscar 2016 de melhor filme. Eu não concordo com a premiação e já vou dizer o motivo.

O filme é interessante de assistir, mas é um filme quase que reportagem, onde mostra o tempo todo sobre a equipe Spotlight investigando e indo cada vez mais a fundo sobre o caso dos padres. Podemos ver nesses casos como a igreja tentou abafar os casos utilizando os melhores advogados, removendo documentos públicos e não condenando os padres , somente os afastando das regiões das quais ocorreram os crimes. Esses padres inclusive continuaram a cometer abusos infantis por vários e vários anos e a igreja somente ia os realocando. Esse foi um dos maiores pontos da investigação.

As atuações não são espetaculares, mas a de Mark Ruffalo chama a atenção, pois é perceptível que Mark mudou muito seu jeito de andar, se sentar, falar e agir com as pessoas. Ele consegue imitar muito bem o Mike Rezendes que é o jornalista que mais se intriga com os casos.

Por qual motivo não concordo tanto com a premiação de melhor filme ?

O fato de que somente uma boa história não faz um filme. Em aspectos técnicos o filme peca. Filme de época, se passa em 2001 mas objetos de cena como celulares, computadores, televisores e inclusive veículos nas ruas não correspondem a época. É possível ver vários carros modelo 2010 rodando nas ruas. Alguns erros de continuidade e posicionamento dos atores também são fáceis de perceber. A fotografia é bastante simples e chapada. O roteiro é interessante mas o filme acaba ficando chato, pois quase nada acontece além dos fatos virem cada vez mais a tona. A trilha sonora é imperceptível. Rachel McAdams está sempre com as mesmas caras e bocas. O diretor Tom MacCarthy não é arrojado e inexperiente.

Resumindo, é um filme legal de assistir, sobre um tema muito sério, mas não é digno de Oscar.

Nota 7.5

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